top of page
Buscar

Ju Ribeiro: editora de redes sociais Glamour

  • Foto do escritor: Julia Fumiko
    Julia Fumiko
  • 13 de out. de 2024
  • 4 min de leitura

Ju é editora de redes sociais de uma das maiores revistas de moda do Brasil, a Glamour. Formada em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, também colabora com algumas matérias para a Vogue. Seus assuntos de expertise são: moda, cultura pop e beleza!





Glamour Brasil


Há apenas 12 anos no mercado brasileiro, a Glamour já se consolidou como uma das maiores e mais influentes revistas do país. A revista foi uma das primeiras a adotar o uso de sites para propagar suas notícias; quando chegou ao Brasil, ela já veio com o site, só para ter ideia. Desde o início, a equipe produzia conteúdo tanto para o digital quanto para o impresso, o que permitia que enxergassem a mesma pauta com dois olhares diferentes. Eles sabiam fazer com que esse conteúdo fosse relevante tanto no Instagram quanto no site!


Apesar de ser extremamente antenada no mundo digital e até mesmo uma referência nesse quesito, a Glamour Brasil é uma das poucas edições no mundo que ainda mantém sua versão impressa. A Glamour Alemanha e a África do Sul também mantêm suas edições físicas, enquanto a Glamour USA, a mãe de todos, opera apenas com edições digitais.




Em 2022, a Glamour passou por uma mudança organizacional e parou de produzir 10 edições físicas da revista, mantendo apenas duas por ano: outono/inverno e primavera/verão. Além dessas duas edições impressas, a revista continua com 10 edições digitais ao longo do ano e, hoje, é uma das poucas revistas femininas que têm edições todos os meses. A ELLE, por exemplo, tem apenas 4 edições anuais.


Mesmo nessas edições digitais, a Glamour continua a produzir um conteúdo premium, com capas, matérias especiais e por aí vai; é realmente muito especial!


Outro ponto interessante sobre a Glamour é a sua linguagem mais descomplicada, que traduz diversos temas para várias mulheres. Esse é um ponto que Ju contou na minha entrevista com ela. Ela explica que a Vogue está lá para falar do aspiracional, enquanto a Glamour tem o papel de olhar para uma tendência e destrinchá-la para seus leitores, mostrando como elas podem adaptar ao dia a dia.


Redes sociais x Site


Como desdobrar o mesmo assunto para as redes sociais e para o blog? Apesar de ambos estarem online, cada um tem seu próprio público. E o papel da Glamour, ao manter sua relevância, é entender como adaptar o mesmo conteúdo para essas duas vertentes. Como a Ju nos disse, no site o conteúdo é mais aprofundado e, dependendo do tema, inclui a opinião de um especialista. Já no Instagram, o conteúdo é apresentado de forma mais descontraída, com o objetivo de direcionar os leitores que querem saber mais para o site.


Mas tudo depende do caso. Essa matéria, que possui a opinião de um especialista no site, pode se transformar em um post estático no Instagram com uma aspas dele, sabe? O segredo é conhecer bem o público e entender como ele se comporta em relação a cada assunto. E esse é o papel da Ju como editora de redes sociais, ela vai estudar seu público e os assuntos, dando o direcionamento necessário para sua equipe!





Entrevista Fash Fresh


  1. Quais são os desafios e oportunidades que você enxerga no jornalismo de moda em meio ao cenário das redes sociais e da internet?

Eu vou falar o óbvio e acredito que muita gente tenha falado isso. A gente ainda é muito especialista no assunto. Não estou desmerecendo as influenciadoras, mas é muito diferente você ver um conteúdo de uma pessoa que é jornalista e de uma influenciadora. Claro, é muito legal quando você vê uma influenciadora entrevistando um ator numa coletiva, mas a pauta é muito mais relevante quando é um jornalista fazendo isso. 


É muito mais relevante para você aprender e mergulhar nesse assunto, quando você lê e escuta assuntos apuradas por um jornalista. 


  1. Na sua opinião, qual é o papel do jornalismo de moda na sociedade contemporânea e como isso se reflete em seu trabalho?

Destrinchar tendências é o óbvio. Mas agora estamos em uma posição em que precisamos começar a questionar as marcas e o que elas estão fazendo, indo além das tendências. Acredito que, de alguma forma, já fazemos isso, levantando questões sobre sustentabilidade: para onde esse produto está indo? Como ele foi feito? Qual é a mão de obra envolvida?


E uma outra questão muito intrínseca para mim, é o que eu acredito como jornalista no meu trabalho é a questão do corpo: o quanto a moda é acessível para as pessoas? Acredito que esse é o papel do jornalismo de moda atual. O quanto ela é realmente acessível para as pessoas? A moda está funcionando em todos os corpos? Você está vestindo pessoas que querem te usar ou suas peças só servem apenas em pessoas magras?


Cobro muito isso, e é algo que, eu, Julia, falo frequentemente nas minhas redes sociais e tento trazer também para a Glamour.


  1. De que maneira as mídias sociais têm amplificado o impacto da moda no comportamento e na expressão pessoal das pessoas?


Acho que toda! Eu acho que os influencers entenderam como utilizar as redes sociais para fazer conteúdo, e cada vez mais pessoas menores, no sentido de seguidores, estão fazendo isso também. Esses dias eu vi uma menina postando “Ninguém liga, posta seu lookinho! E quem sabe alguém vai se identificar”. Eu acho que isso começou com o jornalismo, depois foi para os  influenciadores e agora as pessoas “comuns” estão fazendo isso. E isso é muito legal!



Confira a entrevista completa aqui: 




 
 
 

Comentários


bottom of page