Bianca Darruiz: a micro creator mostra a imponência de um público engajado
- Julia Fumiko
- 17 de out. de 2024
- 3 min de leitura
Atualizado: 21 de out. de 2024
A criadora de conteúdo Bianca Darruiz, com seu público em expansão no TikTok e Instagram, destaca a importância da identificação dos seguidores com o criador como um fator chave para o sucesso. Essa conexão genuína atrai grandes marcas, pois os resultados em conversão tendem a ser muito mais expressivos.

Micro Influencers
Nos últimos anos, o mercado de influenciadores digitais têm observado uma tendência crescente: a valorização dos micro e nano influencers, criadores de conteúdo que possuem comunidades menores, mas extremamente engajadas. Nano influencers, com até 10 mil seguidores, e micro influencers, com até 100 mil seguidores, estão ganhando destaque justamente pela proximidade que conseguem estabelecer com seu público.
Ao contrário de grandes celebridades, esses criadores têm a capacidade de criar laços mais próximos com seu público, o que faz com que eles sejam vistos como amigos, tornando suas recomendações mais autênticas e confiáveis. A moda do "daily" — onde criadores de conteúdo compartilham momentos cotidianos de suas vidas — é um exemplo claro desse fenômeno. As pessoas se veem refletidas nesses criadores, gerando um vínculo natural de confiança. Assim, ao investir em influencers com audiências menores, as marcas conseguem atingir uma comunidade altamente engajada e mais propensa a se converter em consumidores fiéis.

Segundo uma pesquisa da BrandLovrs, os nano e micro influenciadores lideram o ranking de engajamento e conversão de publis. Isso reforça o poder de influência que eles têm sobre suas comunidades, gerando resultados consistentes para as marcas que optam por esse caminho. Manter essa conexão forte é essencial, como Bianca sugere: conhecer os interesses do seu público é fundamental para campanhas mais assertivas. Quando a confiança é genuína, o impacto é garantido.
Essa nova tendência traz diversos benefícios, como maior proximidade, engajamento e uma conversão mais qualificada, comprovando que tamanho de audiência não é o único fator a ser considerado no mundo do marketing de influência.
Dica: essa tendência de apostar em creators menores também se apresenta como uma maneira de se blindar das tendências passageiras e saturadas do mercado. Quando seguimos alguém que se parece conosco, com gostos e rotinas semelhantes, é mais fácil identificar aquilo que realmente nos interessa e no que desejamos investir.
Entrevista Fash Fresh
Você acredita que a moda pode ser uma forma de expressão pessoal? Se sim, de que maneira?
100%. A moda vai muito além de superficialidade e futilidade; ela acompanha todo o movimento da sociedade. Por exemplo, no período pós-guerra, quando as mulheres também tiveram que entrar no front: por que isso mudou a forma como nos vestimos? As mulheres puderam começar a usar calças, e passamos a usar roupas com bolsos. Tudo isso é muito interessante para entender o peso da moda como parte da história.
Também é importante compreender como as pessoas conseguem se expressar por meio dela, sabe? O que você veste diz muito sobre você, mesmo que não esteja tentando dizer algo. A moda é relevante como movimento social, como expressão, e também como uma grande parte do mercado atual. Uma parte significativa da renda que circula no mundo hoje vem da indústria da moda.
Você que trabalhou na área de compras no nicho da moda e hoje está ao lado das mídias sociais, como enxerga o impacto das redes sociais na disseminação das tendências de moda e no comportamento dos consumidores ? E de que maneira as mídias sociais contribuem para isso?
É uma loucura, principalmente por eu ter essa visão dos dois lados. Quando eu estava no universo de compras, era bizarro o quanto a internet, principalmente o TikTok, trazia essas tendências muito rápidas, e a gente precisava acompanhar. Como criadora de conteúdo, eu preciso entender a forma como estou mostrando o produto, como comunico isso, quem é o meu público, se faz sentido e se, de fato, vou vender.
E, para o comercial, é importante entender quem são as pessoas que devem falar sobre determinado produto e o que eu quero vender mais. Então, é um trabalho muito 360. Hoje, não dá mais para separar. Mesmo quando eu trabalhava no comercial, eu estava o tempo todo em contato com o marketing da empresa. Eu precisava entender o que a gente precisava comunicar e para quem estávamos vendendo, para trazer essas tendências junto com a galera do social media, sabe?
Quero saber como você, Bi, faz para equilibrar a sua própria identidade de estilo com as exigências de uma campanha de alguma marca te convidou?
Tem alguns pontos, o primeiro deles é que eu gosto muito de fazer o processo todo. Então, desde filmar, editar, roteirizar, eu acho que quando você terceiriza isso, o creator acaba perdendo um pouco da identidade. Outra coisa, é não se vender para produtos que não fazem sentido com a identidade do criador



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